
Saber o que é IPCA é muito importante para todos os investidores. Afinal, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo interfere em toda a nossa vida. O IPCA tem um potencial muito grande de desvalorizar o seu dinheiro, principalmente se você não sabe como investir bem.
Neste artigo, você vai entender o que é o IPCA e como ele afeta a sua vida diariamente.
Um dos índices que medem a inflação, o IPCA é a sigla para Índice de Preços ao Consumidor Amplo.
Ou seja, ele mede a variação dos preços das mercadorias que todos nós precisamos comprar todos os meses.
Para organizar este conteúdo e facilitar a sua navegação, criamos o guia abaixo:
- O Que É IPCA?
- Como Funciona o IPCA?
- O Que Causa a Inflação?
- Como Saber Quanto Está a Inflação?
- Como o IPCA Afeta a Economia?
- Como Investir e Se Proteger do IPCA?
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O Que É IPCA?
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo mede o aumento dos preços de produtos e serviços no mercado.
Provavelmente, você se lembra do preço de alguma coisa que era muito barata há alguns anos e hoje está bem mais cara.
Por exemplo, a gasolina há uns 5 anos atrás era vendida pela metade do preço atual.
Da mesma forma, todos os produtos e serviços têm o seu preço aumentando consideravelmente ano após ano.
Então, o IPCA é visto como uma desvalorização do seu dinheiro, já que com o tempo você perde o poder de compra.
Com 20 reais há 10 anos atrás, você conseguia comprar muito mais produtos do que consegue comprar hoje.
E a tendência é que isso se mantenha, principalmente, em um país com a economia instável como o nosso.
Basicamente, o IPCA serve para medir esse aumento dos preços, que acontece todos os meses.
É um indicador muito importante no mercado financeiro, já que é utilizado como base para sabermos qual está sendo a desvalorização do dinheiro no tempo.
Afinal, se você investir seu dinheiro e tiver uma rentabilidade inferior à inflação, isso significa que você perdeu dinheiro.
Ganhando acima da inflação no mercado, você está aumentando o seu poder de compra com o tempo.
Isso, é fator essencial se você quer enriquecer através dos investimentos e atingir a sua tão sonhada Independência Financeira.
Existem Outros Índices
O IPCA é apenas um de alguns índices utilizados para medir o aumento dos preços médios ao longo do tempo.
Assim, ele é medido mensalmente pelo IBGE, Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Por ser utilizado pelo Banco Central para acompanhar políticas monetárias, é o mais conhecido e relevante da economia.
Porém, existe também o IPC-Br, medido pela Fundação Getúlio Vargas e o IPC, medido pela FIPE.
A grande verdade é que cada pessoa possui sua inflação própria, já que o nosso consumo é muito específico.
Um jovem de 23 anos que trabalha e faz faculdade tem gastos completamente diferente de uma mulher de 38 anos que já possui 2 filhos.
Então, devemos usar o IPCA apenas para termos uma ideia geral do aumento dos preços, já que calcular individualmente é muito mais difícil.
A sua meta deve ser ganhar sempre mais dinheiro, de forma que o aumento dos preços não tenha um impacto significativo no seu dia a dia.
Abaixo, vou colocar o gráfico da inflação acumulada e da meta central de inflação de 1998 até 2018.

Quase Sempre Acima da Meta
Como você pode ver acima, em quase todos os anos o IPCA ficou acima da meta central de inflação do governo.
Infelizmente, isso prejudica muito a economia, já que a mesma se torna imprevisível e descontrolada.
Normalmente, países mais desenvolvidos como os Estados Unidos possuem juros baixos, o que é ótimo para a saúde do país.
No Brasil, desde quando Temer assumiu, as taxas de juros foram caindo até atingir o menor patamar em toda a história.
Isso, faz com que as pessoas consigam gastar pagando taxas muito menores do que quando as taxas estavam altas.
Afinal, com a Taxa Selic baixa e com a inflação baixa, a população volta a fazer financiamentos e usar crédito, que fica muito mais barato.
Assim, a economia volta a se aquecer e o país tende a crescer novamente, entrando num momento de alta no ciclo econômico.
Como Funciona o IPCA?
Basicamente, o IBGE analisa a variação média dos preços das cestas de consumo das famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.
São analisados os preços de mais de 300 produtos e serviços.
São utilizadas, pela pesquisa, as regiões metropolitanas (e não metropolitanas, dependendo do tamanho da cidade) de várias cidades no Brasil.
Dessa forma, todos os meses o valor dos últimos 12 são atualizados, sempre variando para mais ou para menos.
Há uma meta anual, planejada pelo Banco Central para controle da economia. Atualmente, a meta é de 4,25% ao ano, com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Além disso, a inflação está em um patamar extremamente baixo, se compararmos com a inflação média de nosso país.
Alimentação e Bebidas compõem o grupo que mais tem peso na inflação do Brasil. Hoje, são responsáveis por cerca de 25% do IPCA.
Isso, pode ter um grande impacto no aumento da inflação em alguns períodos, já que o peso é bem alto.
Os outros índices que citei anteriormente têm um funcionamento muito parecido com o IPCA.
As diferenças, normalmente, estão nas regiões ou no método de avaliação de aumento de preço dos produtos e serviços.
O Que Causa a Inflação?
Existem diversos fatores que podem causar o aumento de preços. Vou citar em tópicos alguns dos principais motivos:
Governo gastando mais do que arrecada
Governo aumenta os impostos. Assim, o custo é repassado pelas empresas aos consumidores, através do aumento dos preços.
Este é um grande problema em países como o Brasil, onde a carga tributária gira em torno de mais de 30% do PIB.
Assim, mais de 30% de tudo que produzimos no Brasil é somente para pagamento de impostos.
O governo pode, também, “imprimir” mais dinheiro.
Ao inserir mais dinheiro na economia, há mais oferta de dinheiro do que demanda de produtos, o que aumenta os preços.
Gastos descontrolados do governo são um dos fatores que mais elevam a inflação em nosso país.
Empresas/Trabalhadores por Inércia
Ao entender que os preços podem aumentar, empresas aumentam os preços naturalmente.
Assim, os empregados precisam de salários maiores para comprar os mesmos produtos e serviços.
Basicamente, é muito comum que as empresas aumentem o preço dos produtos por achar que as coisas estão ficando mais caras.
Afinal, conheço vários empresários que sempre reclamam de que tudo está ficando cada vez mais caro.
Com o efeito da inflação, tudo fica mais caro. Porém, nem sempre na velocidade que os empresários acreditam.
Isso, pode fazer com que eles aumentem o preço naturalmente, contribuindo para o aumento da inflação.
Baixa Produção
Ao produzir menos que a demanda, as empresas fazem com que o volume de dinheiro seja maior que a oferta de bens.
Então, os consumidores têm mais dinheiro sobrando e se dispõem a pagar mais pelo mesmo produto/serviço.
Isso, faz com que a inflação aumente, já que com mais demanda do que oferta as empresas passam a cobrar mais.
Custos de Produção
Empresas precisam de empréstimos para realizar suas atividades. Assim, quando a taxa de juros sobe, o custo de produção também sobe.
Portanto, as empresas precisam repassar esse aumento dos custos no preço final de seus produtos/serviços no mercado.
Com a queda das taxas de juros do Brasil nos últimos meses, naturalmente as empresas conseguem pegar empréstimos a taxas mais baixas.
Além de ser um baita benefício para quem já possui um negócio, isso estimula que novos empreendedores criem suas empresas.
Afinal, é muito mais fácil pegar dinheiro no banco pagando 1% ao mês do que pagando 3% ao mês!
Assim, se as taxas de juros começarem a subir, as empresas têm um custo de endividamento maior, que será refletido nas mercadorias.
Taxas altas, produtos mais caros. Consequentemente, a inflação também tende a aumentar.
Cartéis
As empresas podem se juntar para combinar preços mais altos.
Esse movimento é muito comum em cidades pequenas, onde há pouca oferta de alguns produtos ou serviços.
Foi bastante comum também, na época em que houve a greve dos caminhoneiros há uns anos.
Pelo menos onde eu moro, vários postos se juntaram para cobrar valores exorbitantes por combustíveis.
Infelizmente, o tamanho do nosso país inviabiliza que o governo possa mapear cartéis com facilidade.
Além de contribuir com a inflação, este movimento é prejudicial para a população, tanto para quem consome, quanto para quem quer empreender.
Como Saber Quanto Está a Inflação?
Geralmente, no próprio site do Banco Central você acessa o valor da inflação atualizado.
O IPCA é divulgado todo começo de mês pelo IBGE. Em 2018, o índice fechou em 3,75% ao ano.
Através de uma consulta simples no Google, você consulta o valor do IPCA em determinado ano ou o acumulado dos últimos 12 meses.
Veja como está indo a inflação em 2019:

Como o IPCA Afeta a Economia?
Existem países em que a inflação é negativa. Ou seja, nestes países, o dinheiro se valoriza com o tempo.
Talvez, você esteja pensando que isso é algo bom, certo? Mas não.
A deflação pode ser muito prejudicial, assim como a hiperinflação (que inclusive já tivemos no Brasil na década de 90).
Isso se dá por um desequilíbrio entre a oferta e demanda, fazendo com que as empresas abaixem os preços de suas mercadorias e serviços.
À medida que as pessoas começam a pensar que o dinheiro irá se valorizar, elas param de consumir.
Porém, as empresas continuam abaixando os preços e jogando a economia pra um patamar cada vez menor.
Ao abaixar o preço, a tendência é que elas tenham que vender a um valor menor que o próprio custo. Assim, ocorrem demissões e uma retração na economia.
No Brasil, a deflação durou por no máximo 3 meses. Isso aconteceu no ano de 1998, por conta de crises financeiras no mundo.
No entanto, há o termo desinflação. Este termo é utilizado para caracterizar períodos de queda de inflação. A deflação é mais comum em países desenvolvidos, apesar de não ser uma regra.
Em países com a hiperinflação, os preços sobem muito diariamente.
Dessa forma, as pessoas não conseguem consumir e têm dificuldade para sustentar suas necessidades básicas.
O “ideal” para a inflação é manter-se em um valor baixo, conseguindo equilibrar a demanda e oferta dos produtos em um patamar que incentive a economia.
Assim, as empresas conseguem produzir, vender, empregar e o mercado caminha para frente como um todo.
Como Investir e Se Proteger do IPCA?
Diante do aumento constante de todos os preços, é necessário que o investidor proteja o seu dinheiro da inflação.
Afinal, se você quer investir, não adianta que o seu dinheiro renda só a inflação.
Dessa forma, você não conseguirá aumentar o seu poder de compra, o que é péssimo. Atualmente, é o que acontece com a (terrível) Poupança.
Primeiramente, para investir e se proteger do IPCA, você precisa sair dos grandes bancos. No Brasil, os bancos tradicionais não oferecem bons investimentos à população.
Dessa forma, você precisa abrir conta em uma Corretora de Valores. A corretora fará a intermediação entre você e o Mercado Financeiro.
Através dela, você conseguirá acessar diversos produtos de renda fixa, como: Tesouro Direto, CDBs, LCs, Fundos de Investimento, LCIs, LCAs, etc.
Nestes investimentos, há opções que pagam a taxa IPCA mais uma rentabilidade prefixada. Por exemplo, um CDB pode lhe render 5% ao ano + IPCA.
Assim, de certa forma você consegue se proteger da inflação e ter ganhos reais.
O ideal é começar a poupar e investir dinheiro mensalmente, dando prioridade na criação de um Fundo de Emergência.
Com o tempo, você poderá investir até em renda variável, que eu indico para prazos maiores do que uns 5 anos.
Neste momento, você já terá mais experiência e poderá investir em Ações e Fundos Imobiliários.
Conclusão
Hoje, você viu o que é IPCA e como a inflação impacta em sua vida e nos seus investimentos.
Além disso, entendeu outros conceitos como deflação e desinflação.
Separei dois artigos que eu acho que podem fazer muito sentido para você agora:
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Agora, quero saber de você: clareou um pouco o conceito de inflação? Você já conhecia a fundo todas as opções de investimento que coloquei aí em cima?
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